Os dias passam, as horas se desenrolam, os minutos se distraem e os segundos desaparecem. O tempo varia e segue seu rumo. As plantas crescem e se desenvolvem, formam flores e frutos. As estações realizam suas obrigações. As mudanças chegam e se vão, no entanto não me atingem. Estou na espera da variância, da troca das memórias, do fim desse sentimento.
Palavras me faltam para descrever o que sinto. Anos conversando sobre o assunto causaram o esgotamento. Sinto que tudo que preciso dizer já foi dito em alguma música da Taylor Swift. O conteúdo desse texto pode ser ouvido em "the 1". Seria divertido se você tivesse sido o certo.
Estou escrevendo como recomendação da minha amiga e da espiritualidade. As cartas me indicaram que preciso sentir mais e me abrir. É irônico já que faço terapia há cinco e nesse meio tempo aprendi a comunicar minhas emoções de maneira efetiva. Contudo, como dito acima, não há mudança que atinja essa sensação que me consome há meia década.
Tive diversos momentos onde ficava em dúvida sobre como reagir, se me retirava, se permanecia. Todas as escolhas foram em ficar. Não podia perder uma pessoa incrível. Porém os anos passaram e as mudanças chegaram. A sua proximidade física ficou diretamente proporcional a sua distância emocional. Comecei a ter que lidar com a perda de um amigo-amor em vida.
Por muito tempo me culpei, por tentar me aproximar, estreitar nossa conexão, já que estávamos na mesma cidade em anos. Ainda não tenho certeza qual o motivo de você se afastar. Mas entendo o meu. Por mais que eu adore a pessoa que você é, não posso mais ter uma amizade unilateral. Não aguento mais ter que lidar com a falta de esforço, com a frieza, a falta de comunicação. Não consigo aceitar mais a mudança de comportamento. Um amigo que ora fora tão carinhoso, compreensivo, que tinha as melhores conversas, agora é apenas um conhecido.
Sinto falta da proximidade que tinhámos, contudo, para ela voltar, não depende mais de mim.
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