Os dias quentes de primavera me lembram das vezes que conversávamos bobeiras, me lembram das noites em que saíamos para beber aquela cerveja gelada e tagarelar coisas sem sentido por horas a fio. Já passou um ano desde a última cerveja, mas o universo parece sempre me lembrar dela. Todos os dias aparecem pequenos sinais, detalhezinhos que me impedem de te esquecer. É quase de praxe alguém mencionar sua cidade, a universidade que estudou, o país que mora ou sua carreira. Tento, sem muito sucesso, encontrar outras pessoas que se encaixem em mim do mesmo jeito que você, mas ninguém é como você. Eu sei que cada pessoa é única e especial, mas geralmente tem algumas características em comum. Contudo, ninguém partilha seu jeito contigo, a não ser eu mesma. Sinto que sempre falta alguma coisa. Sinto falta de me sentir confortável e de ser eu mesma, sem preocupar com julgamentos.
Sempre amaldiçoo as músicas românticas, principalmente, anavitoria, por parecer que foram escritas por mim. A nova música delas com o Rubel, Partilhar, é bem verossímil com meu pensamento atual. Ao mesmo tempo, me sinto impotente por saber que, não importa o que fizer ou sentir, nada adianta por estarmos separados por milhares de quilômetros. Agora que estou chegando ao verão e você ao inverno, tenho a esperança de te ver, apesar de não saber ao certo se esse reencontro vai acontecer.

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