Lembranças ruins
É incrível o poder da lembrança ruim. Ela gruda em você como
carrapato e não desgruda de jeito nenhum. Realmente como um parasita, ela suga
sua alegria e, aos poucos, sua energia. Não importa se você passou momentos
bons, parece que eles não existiram. Às vezes, a gente tenta fazer como em
Divertidamente e entender que a lembrança ruim e a boa podem coexistir. Isto é
porque nem todas são “leves”. Alguns momentos do seu passado te deixaram marcas
que são difíceis de apagar. Essas marcas afetam sua vida futura e a maneira que
você lida com as pessoas. Por mais que você esteja bem, esses traumas vão
deixar o caminho mais difícil, já que a tendência é projetar eles em pessoas
novas, afetando essa nova relação. As pessoas falam, escrevem que não devemos
fazer isso, que devemos deixar nosso passado de lado porque essa nova pessoa
não necessariamente vai repetir as ações da outra. Mas é difícil de fazer, é
como falar para um prisioneiro de guerra que ele não vai passar por torturas
agora que está livre. Ele sabe disso, mas está tão condicionado a ter uma
resposta negativa, que até entender que o positivo existe leva tempo. Com
traumas de relações, sejam familiares, fraternais ou amorosas, é parecido, no
entanto, o tempo não é dado. Não porque seja ruim, mas as pessoas não são
obrigadas ou tem capacidade de aguentar, esperar você superar os traumas.
Então, acabamos perdendo pessoas legais por conta de inseguranças geradas de
más lembranças.
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